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Consultoria: como gerar reuniões qualificadas pelo LinkedIn e pelo Google?

Consultor que depende só de indicação tem agenda imprevisível. Veja como usar o Google e o LinkedIn para marcar reuniões com empresas que têm perfil para contratar.

Publicado em 20 de outubro de 20267 min de leituraEquipe Transborda
Resposta rápida

Reunião qualificada vem de três peças funcionando juntas: o Google para quem já está procurando o serviço, o LinkedIn para chegar em quem decide antes de ele procurar, e uma página com formulário que separa a empresa com perfil do curioso. Depois da reunião, o CRM sustenta o acompanhamento, porque a contratação de consultoria quase nunca acontece na primeira conversa.

O limite de depender só de indicação

A maioria dos consultores começa pela indicação, e ela continua sendo o cliente mais fácil de fechar. O problema é que indicação não tem botão de ligar. Em um mês chegam três contatos, no seguinte nenhum, e a agenda oscila sem que o consultor consiga interferir.

Gerar reuniões pela internet não substitui a indicação. Acrescenta uma fonte que pode ser planejada. Para isso, o consultor precisa aceitar uma diferença: quem chega por anúncio ainda não confia nele. A confiança que a indicação entrega pronta precisa ser construída pela página, pela primeira conversa e pelo acompanhamento.

O objetivo do anúncio de consultoria não é vender o projeto. É marcar uma reunião com a empresa certa. Todo o resto do caminho depende dessa reunião acontecer com quem tem perfil.

Google: a empresa que já está procurando

Quando alguém digita “consultoria financeira para pequenas empresas” ou “consultor de processos industriais”, o problema já foi reconhecido e existe disposição de contratar. É o contato de intenção mais clara que um consultor pode receber.

O que faz a busca funcionar para consultoria:

  • Palavras do problema, e não só do serviço: muita gente procura pelo que está sentindo, como “como reduzir custos da empresa” ou “empresa cresce e não dá lucro”, antes de procurar por “consultoria”.
  • Separar empresa de estudante: termos como “curso”, “o que é”, “salário” e “vaga” trazem quem quer aprender ou trabalhar na área. Devem ficar de fora.
  • Uma página por especialidade: quem buscou consultoria tributária quer chegar em uma página que fale disso, não em uma apresentação geral do escritório.
  • Região, quando importa: se o trabalho é presencial, o anúncio deve aparecer só onde o consultor atende.

O volume de buscas por consultoria especializada é pequeno, e isso é normal. Poucos contatos com intenção alta valem mais do que muitos sem perfil. A estrutura de campanha está em Google Ads.

LinkedIn: chegar em quem decide antes de ele procurar

O LinkedIn resolve o que a busca não resolve: falar com o diretor ou o sócio de um setor específico que ainda não está procurando ajuda. São três frentes, que se reforçam.

Perfil que explica o que você resolve.
O título e o resumo precisam dizer para quem é o trabalho e qual problema ele resolve. Quem recebe um contato seu vai olhar o perfil antes de responder.
Conteúdo sobre o problema do cliente.
Publicações curtas mostrando como o problema aparece e o que costuma ser feito errado. É o conteúdo que constrói a confiança que a indicação entregaria pronta.
Abordagem sem cara de venda.
O primeiro contato deve ser sobre a pessoa ou o setor dela, não sobre a sua oferta. A conversa sobre o serviço vem depois, quando houver interesse.

Os anúncios do LinkedIn permitem direcionar por cargo, setor e tamanho de empresa. O clique costuma custar mais do que em outras redes, então a oferta precisa valer esse custo: um material de diagnóstico, uma análise específica, um convite para uma conversa com tema definido.

No LinkedIn, quem tenta vender na primeira mensagem perde a segunda.

A oferta da primeira conversa e o formulário que qualifica

“Fale com um consultor” é um convite fraco. A empresa não sabe o que vai acontecer na conversa nem o que ganha com ela. Uma oferta com escopo funciona melhor: uma análise de 30 minutos sobre um ponto específico, com uma entrega clara no final.

Essa oferta fica em uma página própria, com um formulário que faz o papel de filtro. Perguntas que costumam mudar a decisão de marcar ou não a reunião:

  • Nome da empresa, setor e cidade.
  • Porte: número de funcionários ou faixa de faturamento.
  • Cargo de quem está preenchendo.
  • Qual é o principal problema hoje, em uma frase.
  • Para quando a empresa pretende resolver.

Formulário mais longo reduz a quantidade de contatos e aumenta a qualidade. Para quem vende horas de trabalho, isso é vantagem: cada reunião sem perfil custa uma hora de agenda. A construção da página está em landing pages, e o raciocínio sobre quantidade e qualidade em CPL baixo não significa campanha boa.

Do formulário à reunião que acontece

Entre o formulário preenchido e a reunião realizada, três coisas costumam dar errado: a resposta demora, o horário não é fixado e ninguém confirma.

  1. Responder no mesmo dia. Quem pediu uma conversa provavelmente pediu para mais de um consultor.
  2. Oferecer horários, e não perguntar “quando você pode?”. Duas ou três opções ou um link de agenda encurtam a troca de mensagens.
  3. Confirmar na véspera. Um lembrete curto, com o tema da conversa, reduz a falta.
  4. Chegar preparado. As respostas do formulário já dizem o porte e o problema. A reunião começa de onde o formulário parou.

Confirmação e lembrete não precisam ser digitados à mão. Com automação de vendas, as mensagens saem a partir da data marcada, e o consultor só entra quando alguém pede para remarcar.

Depois da reunião: o CRM sustenta o ciclo

Contratação de consultoria raramente é decidida na primeira conversa. A empresa pede proposta, leva para o sócio, compara, espera o fechamento do trimestre. Entre a reunião e o contrato podem passar semanas ou meses.

Sem registro, esse acompanhamento depende da memória. O consultor envia a proposta, se envolve com os projetos em andamento e esquece de retomar. No CRM, cada oportunidade fica em uma etapa, com valor estimado, data do último contato e a próxima ação marcada. Quem está parado aparece na tela.

O CRM também responde à pergunta que define onde investir: de onde vieram os contratos. Como cada oportunidade entra marcada com a origem, dá para comparar Google, LinkedIn e indicação por reunião feita, proposta enviada e contrato fechado. A relação entre quem gera o contato e quem conduz a venda está em Como conectar marketing e comercial.

Por onde começar

  1. Defina para qual tipo de empresa e para qual problema é o seu trabalho.
  2. Monte uma página com uma oferta de primeira conversa que tenha escopo e duração.
  3. Inclua um formulário de qualificação com porte, cargo, problema e prazo.
  4. Comece pela busca, com as palavras do problema e do serviço.
  5. Ajuste o perfil do LinkedIn e publique sobre o problema do cliente com regularidade.
  6. Registre toda reunião e toda proposta no CRM, com a origem.

Se quiser um ponto de partida mais rápido, o Diagnóstico Comercial da Transborda é gratuito: são 10 perguntas que avaliam aquisição, captura, atendimento, CRM, follow-up e conversão, e mostram em qual etapa a consultoria está perdendo mais vendas.

FAQ

Perguntas frequentes

Consultor deve anunciar no LinkedIn ou no Google?

Os dois têm papéis diferentes. O Google alcança a empresa que já está procurando uma solução. O LinkedIn permite falar com o cargo e o setor que o consultor quer atender, antes de a empresa procurar. Quem está começando costuma ter resposta mais rápida na busca e usar o LinkedIn para construir relacionamento.

O que é uma reunião qualificada?

É a reunião com uma empresa que tem o problema que o consultor resolve, porte compatível com o valor do serviço e alguém com poder de decisão na conversa. Reunião sem um desses três pontos consome agenda e raramente vira contrato.

Vale oferecer um diagnóstico gratuito como primeira conversa?

Vale, quando o diagnóstico tem escopo e duração definidos e entrega algo útil mesmo para quem não contratar. Conversa gratuita sem limite vira consultoria de graça e atrai quem não pretende contratar.

Abordar por mensagem no LinkedIn funciona?

Funciona quando o primeiro contato não tem cara de venda: um comentário sobre algo que a pessoa publicou ou uma pergunta sobre o setor. Mensagem pronta com oferta na primeira linha costuma ser ignorada.

Como saber qual canal traz contrato, e não só reunião?

Cada contato entra no CRM com a origem registrada e avança por etapas: reunião marcada, reunião feita, proposta enviada e contrato. Assim a comparação entre Google e LinkedIn é feita por contrato, e não por formulário preenchido.

Quer descobrir onde sua consultoria está perdendo reuniões?

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